sexta-feira, 6 de julho de 2007

Lord Byron


- Versos Inscritos numa taça feita de crânio:

"Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito. Vê em mim um crânio, o único que existe do qual, muito ao contrário de uma fronte viva, tudo aquilo que flui jamais é triste. Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri; Que renuncie e terra aos ossos meus. Enche! Não podes injuriarme; tem o verme. Lábios mais repugnantes do que os teus. Onde outrora brilhou, talvez, minha razão, para ajudar os outros brilhe agora e; Substituto haverá mais nobre que o vinho se o nosso cérebro já se perdeu? Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus já tiverdes partido, uma outra gente possa te redimir da terra que abraçar-te, e festeje com o morto e a própria rima tente. E por que não? Se as fontes geram tal tristeza através da existência-curto dia-, redimidas dos vermes e da argila, ao menos possam ter alguma serventia."

Nenhum comentário: